Esta é a década do imóvel residencial

Um mundo novo não é uma nova descoberta e sim algo que surge a partir do que já existia.

Esta semana, precisei marcar uma consulta com uma nutricionista e a primeira surpresa foi que a opção de consulta online era mais em conta, ou seja, valor mais baixo e obrigatória.

Mesmo com a flexibilização da regras de circulação vigentes, a profissional fez questão de dizer que ela pretende proceder com consultas virtuais para sempre, e não irá mais atender de forma presencial.

Está ótimo, mas isso significa que o imóvel em que ela mora terá que se adaptar a esta vida nova.

Prestem bem a atenção no que eu vou escrever agora:

Tudo isso e muito mais têm reflexos no imóvel residencial.

Se ela está cobrando menos é porque está perdendo menos tempo em
deslocamentos diários ao consultório tradicional, e também
perdendo tempo com clientes na fila do consultório, pois a fila
virtual anda mais rápido.

Leia também: a demanda imobiliária mais potente dos últimos anos.

Traduzindo na linguagem da economia digital: se ela não estiver faturando mais que antes (o que é bem provável), no mínimo, está gastando menos e
atendendo mais pacientes, pois usa melhor o tempo. 

Agora imaginem que o imóvel em que ela mora terá que se adaptar
a essa nova vida inserida na revolução digital.

Todavia, caso o imóvel atual não se adapte, ela vai partir para outro imóvel e é aqui que entramos, eu, você que está lendo, os desenvolvedores de
novos empreendimentos.

Essa é a década do imóvel residencial. Algumas centenas de novas exigências já são solicitadas pelos novos demandantes, do imóvel popular ao alto luxo. 

Estejamos prontos!!


Marcus Araujo é CEO e Fundador da Datastore; Autor do best-seller futurista “Meu Imóvel Meu Mundo”. Estatístico, criador do algoritmo que pesquisou 610 bilhões em VGV, o primeiro a anunciar a alta das vendas dos imóveis nos grandes veículos de comunicação através de dados e nesta pandemia já esteve com 50 mil profissionais em lives.